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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Carlos Carrão é o candidato do Governo à Câmara de Tomar

Está prestes a terminar o triste folhetim de 16 anos que Tomar tem vivido, com consequências notórias no prejuízo da vida de cada Tomarense que vai resistindo a viver no nosso Concelho. Tendo hoje menos mil habitantes do que há dois anos e cerca de 5000 a menos do que há uma década, o Concelho de Tomar tem sobrevivido entre vários disparates na gestão municipal, em que o caso do Mercado é um evidente exemplo; verdadeiros assaltos ao erário público, como a peripécia do parque de estacionamento atrás da Câmara; e níveis de subserviência aos desmandos dos Governos, como o episódio do Hospital de Tomar.
 
Tendo como epicentro da nossa situação o, ainda, presidente da Assembleia Municipal, Miguel Relvas – verdadeiro arquiteto da destruição de valor que Tomar tem sentido – com os excecionais serviços prestados sucessivamente por Paiva, Corvelo e agora Carrão que nos levaram a esta realidade. Aos desmandos autocráticos de um, sucedeu a fina inutilidade de outro, logo seguida pela evidente inépcia do último.

De Carlos Carrão, com quase 16 anos de responsabilidade na Câmara de Tomar, são desconhecidos qual ou quais os contributos, melhorias ou apontamento de quaisquer estratégias, bem como a resolução concreta de problemas graves, que tenha conseguido produzir. Sabe-se do seu seguidismo em relação ao Governo, a sua fidelidade quase cínica a Miguel Relvas, ora como Secretário-geral do PSD, ora como Secretário de Estado das autarquias locais em que não cumpriu a Lei de financiamento perante as mesmas, ora como Ministro da extinção de 10 das nossas 16 Freguesias, – de que Carrão é mais do que cúmplice – entre outras façanhas com que nos brindou nos últimos dois anos.

Da dívida de 35 milhões de euros, com uma dívida a fornecedores sempre no vermelho de milhões e com pagamentos a cerca de 200 dias, quando a lei estipula um máximo de 90, Carlos Carrão, vereador responsável há 16 anos pelas finanças da autarquia nada diz e pouco faz.

Da aprovação do ruinoso negócio com a ParqueT, com o seu voto inicial, em 2000, ao seu voto final para pagamento de 6,5 milhões de euros em 2011, acrescido do ilegal pagamento mensal de 100.000€ realizado durante todo o ano de 2012, Carlos Carrão, na sua “inatacável” gestão colado ao Governo, pelo serviço à delapidação e empobrecimento do Estado e do Município, tem seguido incólume até hoje.

E que dizer daquele que sendo o vereador da Obras Municipais, deixou chegar o Mercado ao estado que todos conhecemos, deixando-o encerrar em Julho de 2010, mesmo após a Câmara em Novembro de 2009 ter aprovado por unanimidade obras de emergência para o evitar e, hoje quase três anos depois continua o mesmo fechado, sem qualquer intervenção?

Carlos Carrão, o militante social-democrata, há menos de um ano candidato derrotado a líder da secção local sem apelo nem agravo por uma nova geração de políticos, salvo pelo Governo a manter-se mesmo assim, pasme-se, como candidato a Presidente da Câmara. Quem não é reconhecido pelos seus para gerir uma simples secção do partido, como pode ser acolhido pelos cidadãos para gerir um Município?

E, na defesa do Governo, pela inércia objetiva e notória na questão da sucessiva destruição do Hospital em Tomar, Carlos Carrão não é, nem o candidato dos sociais-democratas em Tomar, nem dos Tomarenses, mas sim e apenas do Governo.
Deste Governo. De Relvas. Como eles, um inepto, portanto!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Relatório da reunião do conselho consultivo do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Houve na passada segunda-feira, dia 13 de Maio, o conselho consultivo do CHMT, na sua segunda reunião, Presidido pelo Prof. Queiroz e Melo, a qual contou com a presença do vice-presidente da Câmara, Vereador José Perfeito, o qual elaborou uma pequena súmula do que ali se passou.
 
Instado a se pronunciar sobre qual teria sido a intervenção do representante de Tomar, este na reunião de Câmara que agora se está a realizar, informou que nada foi dito.
 
 
Da informação dada, cumpre destacar:
 
- Redução do numero de consultas e de óbitos na urgência, no último ano; (segundo o Conselho de Administração)
- Aumento da produtividade na cirurgia do ambulatório;  (segundo o Conselho de Administração)
- Baixa qualidade da urgência básica de Tomar;  (segundo o Dr. Gomes Branco, em representação da ARS)
- Ausência de candidatos a 32 vagas abaertas para colocação de médicos, sendo que apenas 12 foram preenchidas; (segundo o Conselho de Administração)(segundo o Conselho de Administração)
- Existem dificuldades quanto à contratação de profissionais de saúde (médicos), que mostrem interesse em prestar serviço no CHMT; (segundo o Diretor Clínico)
- Houve uma melhoria da situação economico-financeira, em 42,4%, nos indicadores de consumo. fornecimento de serviços externos, custos/pessoal e aquisições diversas; (segundo o Conselho de Administração)
- Houve uma redução de 9% das receitas no ano de 2012; segundo o Conselho de Administração)
 
 
O conselho de administração apresentou de seguida o Plano Estratégico e de Reorganização do CHMT, focando-se a atenção:
- numa 1ªfase, de Janeiro a Março, nos serviços assistenciais, já concluída;
- numa 2ªfase, nos serviços de apoio assistencial e geral, em curso;
- numa 3ª fase, serviços assistenciais (estratégia futura), a implementar;
 
Sobre estas fases, o relatório do Sr. Vice-Presidente é omisso sobre as medidas a implementar.
 
Foi ainda informado que se prevê a abertura de um novo Hospital de Dia de Oncologia (6º piso), prevendo-se a contratação de oncologista e por este facto, implementar a consulta de decisão terapêutica multi-disciplinar.